domingo, novembro 9

Sex Machine 6-4 Tártaros

Ao fim de alguns anos de derrotas sucessivas, poderá dizer-se que os Sex Machine, depois de bem acordarem, usaram o “Colgate Anti-Tártaro” para a sua higiene oral e desportiva. Resultado: sorrisos brilhantes e “este borrego está morto”. Falta o principal, claro.

O jogo começou com o Carlão a caminho (Tiago, Hugo, Marco, Bruno e Ranito) com as equipas a estudarem-se mutuamente, sem grandes pressões nem ânsias de chegar ao golo. Muitas cautelas e um ou outro desequilíbrio que não trouxe verdadeiro perigo. Até que, numa jogada de contra-ataque (a arma típica dos “Tártaros”), o Ricardo conduziu a bola em 3-para-2 e, numa tentativa de evitar que a bola chegasse a um SM isolado, ocorreu um corte que deu em auto-golo e o 1-0.

Boa pressão dos Tártaros, que passaram a ter mais as despesas do jogo e a fazer algum perigo, sempre bem resolvido pela defesa e guarda-redes, sempre a jogar muito fora dos postes. Num lance destes, o Tiago fez um passe directo para o Bruno que, em típico contra-ataque, fez o 2-0 na cara do guarda-redes adversário com o seu pé direito.

Os Tártaros voltaram à carga. Têm um elemento novo que (após ter empestado a nossa w/c com um fax nocivo ao ambiente) criou algumas dificuldades pela velocidade que coloca em jogo e que faz dos Tártaros uma equipa mais completa do que em anos anteriores. Num lance em que o Hugo permitiu o “corte nas costas” e em que o Tiago terá demorado um “tudo-nada” a sair, surgiu o 2-1, já no último minuto da primeira parte, relançando o jogo.

A segunda parte trouxe de novo o equilíbrio ao jogo, com os SM a entregarem as despesas do jogo ao adversário e a fazerem mais perigo tendo menos tempo de posse de bola (o Rodrigo teve duas oportunidades soberanas, uma de cabeça a 1 metro da baliza a passe do Ricardo e outra noutro passe picado do Hugo que o isolou, mas em que não conseguiu dominar a bola). E o 3-1 viria a surgir, num lance em que o Hugo, da linha da sua área, fez um passe longo para o Pedro marcar de cabeça, já dentro da área adversária. Mas, pouco depois, num lance em que houve falta sobre o Bruno, nasceu um contra-ataque que deu o 3-2.

Mas o jogo estava vivo e os Tártaros atacavam agora com guarda-redes avançado. Num lance em que o Bruno fez duas faltas sucessivas (remates sempre contra a barreira compacta), a bola sobrou para ele mesmo que rematou de primeira de baliza a baliza, fazendo o 4-2. Pouco depois, novo lance em que a equipa sai para contra-ataque e ficando o Ranito isolado e sem ninguém na baliza, rematou de longe ao poste, permitindo ao Bruno o 5-2 na recarga (terá sido uma assistência propositada ?)…

Nova pressão dos Tártaros resultou em dois golos que tornaram a trazer a emoção ao jogo (5-3 e 5-4), o qual ficou morto quando, em novo contra-ataque lançado pelo Tiago, o Bruno se isolou fazendo o seu quarto golo, segundo de pé direito: 6-4. Para além do goleador, boa exibição do Marco (discreto e sem falhas) e, claramente, do Ricardo e do Tiago, que foram as “fundações” sólidas de uma equipa que vai aprendendo a ganhar sem ter de jogar bonito.

Pela segunda vez consecutiva, arbitragem fraca (lembrando principalmente dois lances em que o Ricardo foi protagonista: num deles, fintou o guarda-redes adversário na linha de meio-campo e apesar de seguir isolado e ter sido agarrado, nem houve lugar a cartão; noutro, cortou a bola contra as pernas do mesmo guarda-redes em lance normal que fez o guarda-redes pisar a bola e cair; foi marcada falta a 1m da área perante a gargalhada geral). Enfim, pormenores/detalhes num jogo bem disputado entre duas boas equipas, que podia ter pendido para qualquer um dos lados, com uma boa vitória para a que foi mais calculista.

Após três jornadas, ficam apenas duas equipas (campeões e vice-campeões nacionais: Educadores e Sex Machine) isoladas no topo da classificação, apenas com diferença de goal-average.



O Bruno, três vezes protagonista:

1 comentário:

Anónimo disse...

Vinha por este meio dar-vos os parabéns pela vossa vitória no nosso jogo. Penso que foi um jogo bem disputado entre duas boas equipas e que dignificou a prática do futsal. Quanto á arbitragem, sinceramente penso que também nós temos razões de queixa mas...os árbitros estão lá a tentar fazer o seu melhor e tal como os avançados que por vezes falham "golos fáceis" ou os guarda-redes que ás vezes dão "frangos", também eles assinalam erradamente certas situações do jogo.
Como já disse penso que foi um jogo equilibrado e que foi correcto entre ambas as partes. Tirando algumas situações normais fruto do calor do jogo, penso que todos os jogadores fizeram prevalecer o "fair-play" e é sempre bom quando isso acontece.
Sem mais demoras me despeço desejando-vos um resto de bom campeonato e com um abraço dos Tártaros para todos vós.

Sérgio Nuno