segunda-feira, março 10

Ai Que Doi 3 - 5 Sex-Machine


Começou o XXX Campeonato Nacional de FutSal; para os “Sex-Machine”, uma viagem a Almodôvar para defrontar os Ai-Que-Dói, equipa que incluí alguns colegas do Baixo Alentejo e Algarve, bem como um filho de um colega que empresta alguma energia a uma equipa com uma média de idade já elevada.

Os “Sex-Machine”, que contam neste torneio com o regresso do Emanuel à equipa e apresentaram-se com a contratação para a época 2008/09 (Tiago Melão, ainda apenas com funções na Mesa mas já presente no convívio da equipa), jogaram com demasiada confiança na primeira parte e sofreram desnecessariamente, mas terão aprendido uma lição importante nesta fase, que se espera venha a dar frutos, evitando dissabores no futuro.

O primeiro golo dos visitantes surgiu, após alguns lances de perigo, num lance em que o Hugo recebeu a bola na esquerda, esperou pelo Bruno que passou nas suas costas e levou consigo um defesa, e puxou-a para o seu pé direito fazendo o 0-1 com um remate colocado; estava feito o mais difícil; mas, a partir daqui, houve uma rotação desequilibrada de jogadores (detalhe muito bem falado pelo Ranito ao intervalo – e depois corrigido) que gerou alguma dificuldade na circulação de bola e entrosamento, o que pode explicar o mau final de primeira parte da equipa.

Assim, ainda na primeira parte, dois lances de displicência permitiram o volte-face da equipa da casa; primeiro, um passe falhado do Gil colocou a bola no adversário que rapidamente se isolou e colocou a bola sobre o Tiago ao segundo poste, sem hipóteses para este; pouco depois, o Rodrigo sofreu uma falta junto ao meio-campo em que a bola acabou por passar a linha lateral; mas com as típicas arbitragens “caseiras”, nada foi assinalado e, perante a incredulidade do Rodrigo, o adversário seguiu isolado e fez um golo a papel-químico do primeiro; um 2-1 inesperado mas justo ao intervalo, por tudo o que os “Sex-Machine” não fizeram e deixaram fazer.

A segunda parte começou com outra atitude da equipa e o perigo passou a estar em permanência junto da baliza da equipa da casa; o 2-2 surgiu num lance individual do Hugo, que fez uma rotação sobre si próprio junto à linha lateral do lado direito e levou a bola até à saída do guarda-redes, batendo-o com um remate forte.

A partir desta altura, surgiu a maior sequência de “decisões caseiras”, em vários lances onde foi feita vista grossa a uma quantidade de faltas e alguma desnecessária agressividade da equipa da casa; um penalty claro sobre o Hugo (agarrado pela camisola e empurrado pelo pescoço), uma falta violenta por demais evidente sobre o Bruno (rasteirado e empurrado no mesmo lance à entrada da área) e ainda uma placagem escandalosa ao Gil (queda desamparada a meio-campo) são os melhores exemplos. Quase sempre, foi um colega “redondinho” quem protagonizou os lances, mostrando pouca arte para o futebol mas maior interesse noutras modalidades onde o objectivo é o contacto corporal... jogador que acabou o jogo com 1 falta apenas averbada; anedótico e sintomático.

Mas ainda assim, surgiu pouco depois o 2-3, num lance de envolvência onde Ricardo, Emanuel e Bruno construíram para a concretização simples e eficaz do Ranito ao segundo poste. Mas o empate tornou a acontecer num lance em que o Ricardo foi ultrapassado no 1-para-1 pelo mesmo adversário que tinha marcado os dois primeiros golos e o Tiago foi batido exactamente do mesmo modo, remate colocado e cruzado, sem grandes hipóteses.

A igualdade durou pouco tempo porque o Hugo em novo lance individual fugiu a dois adversários pela zona central e rematou colocado fazendo o seu hat-trick a meio da segunda parte: 3-4. Ficaram ainda alguns golos por marcar, dado que a segunda parte foi levada com outra seriedade e atitude, razão pela qual o adversário (árbitro incluído) teve de tomar esta atitude pouco prestigiante para o torneio e Grupo CGD que representamos.

Mas como o crime não compensa, o 3-5 apareceu num lance em que o Bruno marcou um livre à figura do guarda-redes, que “deu um pato” deixando passar a bola por baixo do corpo e entre os braços, castigando a equipa da casa e dando mais verdade ao resultado.

Após o jogo, os “Sex-Machine” não foram convidados para o habitual almoço-convívio e foi bastante triste encontrar os colegas já a almoçar num dos restaurantes da zona em que entrámos (O Sobreiro), que entretanto nos tinha sido recomendado por um simpático transeunte local; acabámos por redescobrir outro restaurante (O Forno), onde fomos bem acolhidos e muito bem servidos quer em termos gastronómicos quer em de hospitalidade.

Correu muito bem a viagem e as palavras-chave da deslocação são: walkie-talkie, Sassoeiros, municipal pavillion, boxers virados para trás, sandocha de chourição e Via Verde. Quem lá esteve, sabe porquê... “Carlão a capitão!” também, pois claro. Mas isso já é uma história antiga.

terça-feira, março 4

Sex-Machine 13 - 4 Sex-Machões

O jogo mais apetecido da época ficou marcado pelas ausências do Zé Português, Gil, Eduardo Matos, Ricardo Vitorino, Bruno Afonso, Eduardo Martins, entre outros que mais abrilhantariam o encontro mas que, por lesão, estarem em férias ou cumprimento de castigo, tiveram de assistir da bancada (ou ficar em casa a ver na SportTV 3).

O jogo foi uma festa, havendo seriedade de ambas as equipas; do lado dos Sex-Machine foram titulares os cinco que primeiro chegaram ao Pavilhão (excelente critério, diga-se!), ou seja, Ranito (g.r.), Marco, Tiago, Hugo e Oscarino. Depressa se chegou ao 1-0, num passe milimétrico do Tiago (sim, esse que costuma ser o “frangueiro” da equipa) para o Hugo desviar para o 1-0. O jogo continuou com pendor ofensivo dos machines e com os machões a defenderem-se como podiam; até ao 13-1 a meio da segunda parte, houve um pouco de tudo, com 4 golos do Hugo (um deles foi o Rodrigo que marcou, mas a mesa não percebeu que era uma recarga e averbou-o erradamente), 1 do Marco, 4 do Oscarino, 2 do Rodrigo e 2 do Tiago (tem jeito, o rapaz). Pelo meio, um golo do Edgar (quem sabe, não esquece) no meio de 4 adversários dentro da área dos machines.

Após o décimo golo, o Hugo jogou a guarda-redes e o Ranito foi para o ataque e foi já neste cenário que os Sex-Machões aproveitaram para reduzir o marcador, aproveitando o adiantamento do (improvisado) guarda-redes; as sucessivas tentativas de pressão ofensiva já não tinham o rigor de outros jogos e por várias vezes houve situações em que o golo poderia ter ocorrido sem ninguém na baliza; duas vezes aproveitou o Pedro Teixeira sem guarda-redes e uma o Pedro Lopes, isolado frente ao Hugo.

O jogo foi um belo convívio e até deu para os machines pedirem o seu desconto de tempo a pedido dos adversários, que estavam muito cansados… ora aí está explicado o espírito do jogo (o que ficou comprovado no almoço que a seguir se seguiu, já com esposas, namoradas, amantes e prole presentes e em jogo). Apesar de vários “chega-p’ra-lá”, muitas “bocas” mandadas e até “penalties” por marcar, não houve cartões e o árbitro saiu de campo como um dos melhores em campo.

Neste cenário de final de época, ficam os parabéns para os “Futebolistas” que, após um irregular início de campeonato, mostraram dentro de campo serem a equipa mais regular e terminaram a competição em primeiro lugar; em segundo (e prova que a falta de fair-play da semana passada não compensa e acabou por de nada servir) ficaram os “VFX” que fizeram um campeonato meritório, tal como os “Educadores”, que apesar de ficarem em terceiro lugar se poderão queixar de não lhes ter sido dada a oportunidade de tentarem sagrar-se campeões em campo (o que veio a ser decidido, como se previa, por goal average), dado que na última jornada, no último jogo, ocorreu a única falta de comparência da época por parte dos “Rodinhas”, ficando os “Educadores” com a correspondente (amarga e magra) vitória por 3-0, que não lhe permitiu sonhar com o título nem com o segundo lugar, que estavam a 19 e 13 golos de distância, respectivamente.

Fica uma época de transição dos “Sex-Machines” que terão ganho 2~3 novas opções de qualidade para encararem as próximas competições com outro nível de exigência competitiva, algo que se espera venha a acontecer já no Torneio Nacional que se inicia no próximo fim-de-semana (este ano, as quatro derrotas e o empate foram contra os cinco primeiros da classificação, sinal de que a equipa ainda é pouco madura, dir-se-á).

Uma palavra ainda para o nosso guarda-redes, pela dedicação que pôs na sua presença apesar de tudo o que teve de viver nos últimos meses, e não estamos a falar da recente lesão. Esperemos em breve merecer e poder dedicar-lhe novas vitórias!