domingo, fevereiro 24

Sex-Machine 3 - 3 VFX

Nunca na história dos Torneios Regionais se viveu a situação que no jogo de hoje se teve; velhos rivais como os “Educadores” e “Futebolistas” a torcerem por fora pela vitória dos “Sex-Machine”; de facto, só após de saber que os “VFX” não ganhariam o jogo de hoje é que estas equipas poderiam almejar à vitoria no torneio.

Indiferente a esta situação, mas cientes que os “VFX” tinham a responsabilidade de ganhar o jogo, os “Sex-Machine” puseram-se numa posição conservadora em campo, até porque o adversário gosta de jogar com espaço. Resultado, quase todos os lances de perigo da primeira parte sucederam na baliza dos candidatos ao título: um lance em que o Ranito não chegou ao segundo poste, um outro em que o Bruno quase marcou em jogada pessoal e um livre directo (dos 12 metros) que o Hugo atirou ao poste dariam para uma confortável vantagem; os “VFX” mostraram uma boa equipa mas na primeira parte fizeram pouco mais que dois contra-ataques perigosos e um ou outro remate de longe sem problemas para o Tiago.

O golo apareceu num lance em que o Bruno criou um desiquilíbrio de 3-para-2 e com o Hugo à esquerda e o Ranito à direita colocou neste que apareceu ao segundo poste para pôr a equipa com justiça em vantagem; 1-0 ao intervalo.

Ainda na primeira parte, após 5 faltas dos “VFX” em 12 minutos, o árbitro divertiu-se a não marcar mais faltas, duas em especial (uma sobre o Marco e outra sobre o Hugo) de tão grande evidência que sabíamos que as coisas não iriam correr bem na segunda parte. Houve ainda antes um lance em que o Marco terá sofrido uma falta junto à linha lateral, mas que se aceita que o árbitro considerasse o lance limpo, sendo que para tal teria de considerar a bola dos “Sex-Machine”, dado a mesma ter saído; o árbitro não indicou de quem seria a posse de bola e autorizou uma rápida reposição dos “VFX” que originou um remate quase imediato, mas sem perigo; imediatamente o Hugo lhe pediu que fosse sempre explícito em todas as reposições, mas o árbitro além de ignorar ainda teve o desplante, durante o intervalo, de se dirigir ao mesmo jogador dizendo: “já não o oiço mais nem falo mais consigo!”. Não havendo, como não houve, incorrecção por parte do jogador, é vergonhoso que o árbitro não promova o diálogo, ainda para mais no intervalo. Apesar disto, nunca suspeitámos que, com atitudes e decisões tomadas, iríamos ser espoliados de uma vitória que merecemos amplamente.

Fazendo a rotação que tem sido habitual recentemente, perdeu-se alguma constância na exibição no início da segunda parte, mas o perigo continuou a rondar a mesma baliza e o 2-0 não espantou ninguém quando o Bruno fintou dois defesas à entrada da área e fez um belo remate sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Os “VFX” começaram a fazer pressão e, mais com o coração do que com a cabeça, foram à procura do 1-2, que acabou por surgir num lance em que o Tiago cortou um ataque contra um adversário e viu a bola entrar na sua baliza. Depois de novo lance em que o Bruno fabricou o golo, o Oscarino concretizou ao segundo poste o 3-1 e pensou-se que o jogo estava decidido.

Mas pouco depois, num lance em que o Tiago se lesionou e o Hugo colocou a bola fora pedindo ao árbitro e à mesa assistência para o seu guarda-redes, os “VFX” fizeram reposição com a bola em movimento com alguma falta de fair-play; se tal é algo compreensível para uma equipa que pode ser campeã pela primeira vez no seu historial, é totalmente incompreensível por parte do arbitro que assim falseou um resultado e, eventualmente, um campeonato. Isto porque da reposição surgiu o 2-3.

Após algum sentimento de revolta dos “Sex-Machine” que não estiveram neste período com grande discernimento, concedeu-se o 3-3 num cruzamento alto para o centro da área onde uma falta de marcação permitiu um improvável golo de cabeça a um minuto do fim.

Ainda houve tempo para uma nova bola ao poste da baliza dos “VFX”, desta vez por parte do Bruno, que também tinha o Hugo ao segundo poste; mas a bola rematada violentamente depois de bater no primeiro poste passou, caprichosamente, entre o Hugo e o segundo poste, sem que a este fosse possível tocar-lhe para o que seria o justo 4-3, que acabou por não acontecer.

Os “Sex-Machine”, depois da sequência de eventos que afectou o início de época, mostraram estofo de grande equipa que, apesar de estarem em reconstrução e solidificação, poderão aspirar a muitas vitórias num futuro próximo.

Para o campeonato, há agora três equipas em igualdade pontual no primeiro lugar à entrada para a última jornada, havendo a real possibilidade de a decisão ser por goal-average, dado que todos os jogos entre elas acabaram empatados.

terça-feira, fevereiro 19

Sex-Machine 8 - 1 Bond Bola

O jogo deste fim-de-semana começou infelizmente com um minuto de silêncio pelo falecimento do colega Jorge Flório, delegado dos Bond-Bola. Fica uma palavra para a sua família e amigos, de quem o reconhece como alguém que sempre soube estar em campo e fora dele, e que será lembrado por isso mesmo.

Após uma semana que teve um treino (quase inédito), em que não pudemos contar com o Tiago e Ricardo (lesionados) e sim já com o Bruno (regressado após recuperação de lesão – já não jogava desde a terceira jornada), os Sex-Machine entraram em campo com uma formação algo original (Eduardo, Marco, Rodrigo, Hugo e Pedro) que fez, desde o primeiro momento, pressão em campo inteiro. Ainda na fase de estudo, numa hesitação defensiva, a equipa consentiu o 0-1, num lance em que permitiu que um adversário surgisse isolado para fazer um bom golo em remate cruzado sem hipóteses para o Eduardo.

Com 4 jogadores de campo no banco, a equipa sabia que poderia manter a grande pressão e os minutos seguintes foram dos mais asfixiantes que um adversário nosso sofreu; foram 5~7 minutos de lusco-fusco para os Bond-Bola em que não saíram do seu meio-campo e em que o Pedro, Rodrigo e Hugo poderiam ter marcado, sem exagero, uns 4~5 golos. Mas a igualdade aconteceu num remate de longe do Bruno, entretanto entrado, e a reviravolta foi completada pelo Ranito, acabando com a resistência do adversário. Com mais uma mão-cheia de oportunidades chegou-se ao intervalo com este magro 2-1.

No início da segunda parte, manteve-se a equipa que tinha acabado a primeira e a pressão que, finalmente deu o resultado que a equipa queria desde o primeiro minuto: os golos.

Depois de novo golo do Bruno (3-1) em remate forte, surgiu um bom golo do Marco (4-1) após passe por cima da defesa feito pelo Hugo (foi nesta altura que o Parente aproveitou para um desabafo, gritando lá para dentro: “ando aqui há mais de uma hora para ver um lance decente!”); os sucessivos ataques de 3-para-2 (que tão mau resultado tinham dado no treino) permitiram ainda ao Pedro marcar dois golos, um dos quais muito bonito ao segundo poste, picando a bola sobre o guarda-redes já com pouco ângulo. O sétimo golo surgiu num lance em que o 3-para-1 não foi aproveitado pelo Rodrigo que preferiu rematar… e ainda bem, porque o fez com sucesso. O Hugo fechou o resultado com uma jogada em que recebeu a bola pela esquerda e rematou forte ao primeiro poste.

Ficou a clara sensação de que esta segunda parte não teve os 20 minutos (nem 15, diria), porque houve alguns jogadores que não tiveram tempo em campo sequer para aquecer… isto apesar de o guarda-redes dos Bond-Bola ter sido assistido, bem como ter havido um desconto de tempo para a mesma equipa; deu a sensação de que o cronómetro esteve sempre a andar.

Para a semana, grande jogo em perspectiva contra os actuais líderes, os VFX.

De saudar ainda o regresso (por ora, apenas à bancada) do nosso amigo Eduardo Matos, que após um Natal e Ano Novo em convalescença, pode finalmente estar presente no Pavilhão; esperemos que seja, em breve, para jogar !...