domingo, abril 11

Sex Machine 4-0 Os Barriguitas (4-3 a.p.)

Os Sex Machine, após os piores 5 minutos de jogo que tiveram nos últimos anos (consentindo 4 golos no final da 1ª mão em Arronches), fizeram uma das melhores exibições de que há memória, nos 40 minutos de um jogo que foi quase perfeito em termos de entrega, concentração e perseguição dos objectivos. Isto, apesar de não poderem contar com o Pedro Brás, Rodrigo, Zé Português e João Correia; o Eduardo Martins esteve presente para orientar a equipa e controlar a Mesa.


O jogo começou (Tiago, Marco, Hugo, Melão e Ranito) com um pressing imediato dos Sex Machine a ser contrariado por um jogo mais pausado d’Os Barriguitas, a quem o 0-0 servia perfeitamente, dado o 6-2 conseguido há 15 dias. Mas rapidamente, a balança começou a desequilibrar, quando numa jogada individual, o estreante Tiago Melão desembaraçou-se de dois adversários e à saída do guarda-redes, “picou” para o 1-0… já “só” faltavam três.

O jogo ficou um pouco mais repartido (os Sex fizeram uma excelente gestão do “banco”, com trocas sucessivas que os manteve tão frescos quanto o escaldante pavilhão permitia). Foi nesta altura em que o Tiago teve mais algum trabalho, mas revelou sempre a segurança e confiança que se lhe reconhece, transmitindo à equipa que a recuperação era possível.

Podia o 2-0 ter acontecido noutro lance do Tiago Melão, num remate do Ranito e outro do Gil, ou num canto em que o Oscarino não chegou a tempo ao segundo poste… mas o 1-1 também foi evitado pelo Hugo sobre o risco, num lance de 3-para-2 em que o Tiago defendeu duas vezes antes do remate salvo pelo colega.

Num lance de 2-para-2, o Gil passou à frente do Hugo, levando um defesa, e este aproveitou para fazer a diagonal a conduzir a bola e rematar cruzado para o 2-0. Chegava-se a metade do jogo com metade da tarefa cumprida. O cansaço era muito… o esforço de alguns era notório (o Gil passou a semana toda doente), mas as forças iam aparecendo.

A segunda parte mostrou o mesmo que a primeira, com os Sex a “virem para cima” e a conseguirem o 3-0 novamente em jogada individual do Melão, que fugiu a dois adversários pela esquerda e chutou forte, já dentro da área, com poucas hipóteses para o guarda-redes adversário, que quase conseguiu a defesa… era o 3-0, com mais de 10 minutos para se jogar. Agora, tudo já era possível.

Com o cansaço, veio um menor rigor defensivo, de parte a parte, e o Tiago brilhou com 3~4 grandes defesas que mantiveram viva a eliminatória… e também um excelente jogo do Marco, que bem defendeu e “sacou” faltas que ainda apertavam mais os de Arronches; os Sex poderiam também ter marcado pelo Hugo, Ranito e Oscarino, mas a próxima grande oportunidade viria a ser um livre de 10 metros, com a 6ª falta dos visitantes.

Chamado a marcar, o Hugo fez um remate seco e colocado para o 4-0, igualando a eliminatória (não existe desempate por “golos fora”), ainda com algum tempo para jogar.


Já no últimos segundos, após uma recuperação de bola, o Tiago lançou a bola para o Hugo (isolado) e um defesa cortou-a com a mão, dando origem a um novo livre de 10 metros… com 7 segundos para se jogar. Com o relógio parado, o benevolente amarelo para o defesa, e a colocação de todos os adversários do seu lado esquerdo, o Hugo decidiu (e mal) endossar a bola ao Oscarino (isolado) para que este fizesse o golo… mas como se tratava de um livre de 10 metros, e não de um penalty, o lance foi de imediatamente parado com reposição para a equipa adversária, dado que esta situação não é permitida.

Veio o prolongamento. Táctico e defensivo, apenas teve 1~2 lances de perigo para cada equipa… e foi já na segunda parte do prolongamento que o 4-1 surgiu, num livre em que a bola passou entre o Tiago e a barreira, deitando por terra as esperanças da equipa da casa. Isso foi notório, porque a desconcentração deu ainda mais 2 golos para os visitantes, que “carimbaram” assim o apuramento.

No balneário, a frustração de terem sido eliminados contrastava com a satisfação de se ter feito um grande jogo… teremos dado um grande passo para a construção de uma equipa mais unida em campo. Isso e as “entradas” do Melão, Rodrigo e João são garantias de um futuro risonho… até ao próximo Regional, venham os treinos (não gastronómicos) para isso se tornar uma certeza.

A terceira parte correu muito bem, no nosso “poiso do costume” (onde os Sex Machões receberam também os Invictas) e acabou, já depois das 4 da tarde, em grande confraternização.