Os Sex Machine mantiveram-se na liderança isolada do XXI Torneio Regional com uma vitória suada sobre os VFX, equipa que tem vindo a subir de qualidade nos últimos anos. Mas não foi fácil a nossa vitória, muito longe disso… pode dizer-se que a chave foi “não chorar sobre o leite derramado” !!!
O jogo começou (Tiago, Ricardo, Marco, Bruno e Ranito) com os SM acautelados com o alto ritmo que a equipa de Vila Franca (im)põe no jogo; mas, apesar do domínio consentido, as duas primeiras grandes ocasiões pertenceram aos Sex Machine, num remate cruzado do Ricardo e numa “bomba” à barra por parte do Bruno. O Tiago ia tendo algum trabalho, principalmente a resolver problemas com o seu habitual largo raio de acção.
Mas o 1-0 surgiu num lance pela direito em que o Ranito foi ultrapassado e a bola foi cruzada para o remate ao segundo poste; em vez de ficar a lamentar-se e desmoralizar, os Sex Machine chegaram ao empate no lance imediato: potente remate do Bruno e recarga do Ranito a fazer o 1-1, resultado que se mantinha ao intervalo, apesar de os Sex Machine terem tido mais três boas oportunidades, um remate cruzado do Hugo a passe do Ricardo, um lance em que o Marco e Hugo criaram espaço na direita mas o Bruno não rodou para o segundo poste e, principalmente, um livre de 10 metros que o Bruno não conseguiu transformar. Nota particular para o Marco, que ganhou sempre a batalha defensiva em antecipações sucessivas, tendo ganho 4~5 faltas na primeira parte (três delas logo nos primeiros minutos) e mais 3~4 na segunda.
A segunda parte não trouxe novidades a não ser uma pressão mais alta (presença do Rodrigo e Gil a isso ajudou) dos Sex Machine. Foi num lance desses em que o Rodrigo roubou a bola ao último defesa adversário (pareceu-nos em falta, embora o árbitro tenha mandado seguir) que poderia ter surgido o 1-2, mas o remate bateu com estrondo na barra, mantendo-se a igualdade; esta pressão obrigava o guarda-redes dos VFX a fazer repetidos lançamentos para o meio-campo adversário, onde o Ricardo facilmente resolvia as situações aéreas e num desses lances, o corte de cabeça encontrou o Bruno a meio do meio-campo adversário, local de onde saiu um “míssil teleguiado” para o 1-2 a favor dos Sex Machine.
Pensava-se que a vitória era um dado adquirido, dado que a defesa dos Sex Machine nunca permitiu que algum adversário se isolasse, pese embora um ou outro remate (de longe) com perigo, mas sempre controlados pela segurança do Tiago. Houve ainda um contra-ataque em que o passe do Rodrigo não chegou ao Gil que se isolava, um cartão vermelho para os VFX que os SM não souberam aproveitar para criar perigo em dois minutos de superioridade, mas foi o último minuto que trouxe emoção de sobra, já após um lance em que o Ricardo se lesionara e o adversário inexplicavelmente não devolvera a bola, atirada propositadamente para fora pelo mesmo.
Foi numa transição rápida que surgiu o 2-2, com o Marco (unanimemente considerado o melhor em campo) a deixar um adversário nas costas fazer o golo fácil, sem que o Tiago tivesse hipóteses de fazer algo. Mas, como aquando do 0-1, os Sex Machine não ficaram desmoralizados e, segundos após a reposição de meio-campo, após uma rápida tabelinha entre o Marco e o Hugo, a bola chegou a este último que se isolou pela esquerda e rematou forte para o golo da vitória, já a poucos segundos do fim… 2-3, vitória suada, festa dentro e fora de campo !... Os Sex Machine mantinham a liderança…
Boa arbitragem, com alguns erros de pormenor, em que apenas o lance do Rodrigo se pode considerar um erro grave que poderia ter tido influência no resultado.
Ao fim de sete jornadas, os Sex Machine continuam com 100% de vitórias, mas têm os Educadores do Chuto a um ponto. Tudo se mantém em aberto para um final de Torneio que se antevê emocionante.