segunda-feira, maio 19

Secádegas 0 - 2 Sex-Machine (0-3 a.p.p)

Os Sex-Machine apuraram-se com mérito e grande maturidade para a final four do XXX Torneio Nacional de FutSal da CGD. Depois de uma primeira mão infeliz (cinco ausências e resultado algo exagerado), a estrelinha esteve desta vez do lado da equipa que partiu de Lisboa para Ansião e que era considerada já uma “carta fora do baralho”. Mas assim não estava para ser...

A entourage para a viagem incluía 9 jogadores e 3 amigos (o ex-artilheiro Zé Português – promovido a treinador, a contratação Tiago Melão – já nos tinha acompanhado a Almodôvar, e o “Machão” Pedro Gomes, promovido a fotógrafo) mas não contava com o Rodrigo, Eduardo e Pedro. Houve tempo para convívio, prenda para o aniversariante (Tiago Melão, 23 anos de fresco), palestra de treinador, fotos de grupo, mas no momento do início do jogo, todos estavam bem focados no difícil e improvável objectivo.

Antes do jogo, o Bruno anunciou que este seria o último torneio em que participaria e que, ainda assim, queria muito que este jogo não fosse o último connosco. Continuará a estar presente nos treinos e reuniões magnas (leia-se “almoços e jantares”) mas não dentro do campo. Assim, o jogo começou (Tiago, Ricardo, Marco, Bruno e Hugo) calculista e defensivo por parte dos vimaranenses que, sabiam que muito dificilmente perderiam uma eliminatória em que tinham dois golos de vantagem obtidos longe de casa. A primeira parte não teve quase lances de perigo (um ou outro remate de longe dos Sex-Machine) e o Tiago Matias foi um verdadeiro espectador.

A segunda parte não trouxe grandes diferenças, com os Sex-Machine a subirem um pouco mais no terreno, fazendo uma rotação de bola (e de jogadores) com pouco risco, não dando espaços para contra-ataques também. O primeiro grande lance de perigo aconteceu num remate à barra por parte do Bruno, sem que o Ranito conseguisse fazer a recarga (bem saltou!) mas, já depois do Hugo ter regressado para o lado do Bruno, chegou o 0-1 num lance em que o Bruno fez a sua diagonal, tendo o Hugo se isolado ao segundo poste; o remate forte do Bruno saiu ao primeiro poste mas o guarda-redes adversário deixou passar a bola entre as pernas, dando vida à eliminatória.

A pressão intensificou-se, mas também algum espaço atrás... o Tiago fez duas boas defesas que garantiram o zero na sua baliza e num lance de transição, o Hugo conduziu a bola pelo meio e, aproveitando nova diagonal exemplar do Bruno, isolou-o para este picar sobre o guarda-redes e fazer o 0-2. Tudo estava igualado.

O Bruno teve outro bom remate que poderia ter dado a vitória, o Hugo fez um passe igual ao do 0-2 para o Emanuel que não deu resultado, o Ricardo teve uma excelente saída para o contra-ataque em que o 2-para-1 com o Bruno não resultou e os Seca Adegas também criaram uma ou outra situação de superioridade que a defesa lisboeta resolveu a custo (grande jogo do Ricardo, que chegou a todas as bolas!).

Chegou o prolongamento (em formato de “Golo de Prata”). Era, como disse o Zé Português, uma nova eliminatória, com tudo empatado e apenas com o cansaço no corpo. Como ele disse, quem tivesse mais “cabeça” conseguiria vencer a eliminatória.

Houve um lance em que o Hugo criou um 2-para-1 com o Oscarino mas em que a bola se perdeu na defesa adversária e foi num canto que os Sex-Machine aproveitaram o esquecimento do Oscarino deixado solto dentro da área para lhe colocarem a bola... dois remates à queima defendidos pelo guarda-redes adversário e um terceiro que passou devagarinho para dentro da baliza... estava feito o 0-3.

A partir daqui, muito nervos e mau futebol até ao apito final, ao contrário do resto da eliminatória, mas o resultado não se alterou nem esteve perto de acontecer. Vitória justa (como tinha sido a da primeira mão) e uma das eliminatórias mais espectaculares dos Sex-Machine, que eliminaram os bi-campeões em título.

Ficaram conhecidos os outros semi-finalistas: Futebolistas (eliminaram os Tártaros: 5-0, 2-3), Educadores do Chuto (eliminaram os Pardais: 3-2, 3-0) e Ratolas (eliminaram os Perninhas: 3-0, 6-4). Daqui por duas semanas, a final four joga-se em Lisboa.

segunda-feira, maio 12

Sex-Machine 1 - 3 Secádegas (Guimarães)

Os Sex-Machine apresentaram-se com cinco baixas para o primeiro jogos contra os bi-campeões Seca Adegas. Apesar de terem conseguido, com toda a certeza, a melhor exibição colectiva dos últimos tempos, as ausências do Tiago (indisponível), Ricardo (suspenso), Bruno (assunto familiar), Emanuel (suspenso) e Eduardo (promovido a treinador) são relevantes e tiveram influência no jogo da equipa.
O jogo começou (Ranito, Hugo, Marco, Gil e Pedro) com o jogo repartido e pausado, com as equipas em estudo mútuo; após um ou outros remate de longe, surgiu o primeiro lance de verdadeiro perigo, com o Hugo a passar por um adversário pela direita e a colocar no Gil que, bem desmarcado do lado oposto, rematou ao poste.
Os Sex-Machine conseguiriam mesmo fazer o 1-0, num lance em que o Hugo passou para o Rodrigo, tendo este feito um bom passe para o Oscarino que, entre uma floresta de pernas, conseguiu encontrar a baliza; nesta altura, o resultado era justo. Os Seca Adegas subiram um pouco a pressão, mas quer de um lado quer de outro, apenas os remates de longe criavam algum perigo… até que num lance em que houve um desequilíbrio pelo lado esquerdo, os visitantes conseguiram isolar um elemento que, face a face com o Ranito, rematou colocado para a igualdade.
Na segunda parte, o jogo continuou mais controlado pela equipa vimaranense, e o 1-2 não espantou num lance de contra-ataque em que surgiu um remate forte ao primeiro poste. Apesar de uma arbitragem positiva, ocorreu depois um erro grave da equipa de arbitragem que marcou um resultado; uma reposição lateral a favor dos Sex-Machine (todos os jogadores o viram assim, colocando-se em campo sem olhar para o árbitro) mas que a equipa de arbitragem decidiu inexplicavelmente marcar ao contrário e autorizar uma rápida reposição por um jogador que tinha um pé dentro de campo; o contra-ataque desenrolou-se e deu origem ao 1-3, numa excelente execução do melhor elemento da equipa nortenha.
Não desistiram os Sex-Machine e por várias vezes o segundo golo esteve à vista (passe do Hugo para o Pedro isolar-se, roubo de bola do Rodrigo que ficou isolado e não conseguiu contornar o guarda-redes, outros dois passes do Hugo para o segundo poste onde não apareceu ninguém, livre bem combinado com remate por alto do Marco, etc.); mas nesta altura, os Seca Adegas também obrigaram o Ranito a duas excelentes defesas e fizeram um remate ao poste, justificando a vitória, ainda que por número exagerados.
Ficou complicado o apuramento, mas não impossível.
Ainda uma nota para o jogo: viril, disputado, mas muito correcto, sem qualquer cartão.